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O OUTRO LADO DA HISTÓRIA
A nossa história antiga, pré-romana, precisa de ser revista com toda a urgência. Há poucos dias descobri duas páginas muito interessantes e prometedoras. Aqui ficam os endereços:
http://www.osfeniciosentrenos.es.tl/
http://dasserpentes.blogspot.com/
Merecem toda a nossa atenção - para não continuarmos a negar a evidências.
A nossa história antiga, pré-romana, precisa de ser revista com toda a urgência. Há poucos dias descobri duas páginas muito interessantes e prometedoras. Aqui ficam os endereços:
http://www.osfeniciosentrenos.es.tl/
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Merecem toda a nossa atenção - para não continuarmos a negar a evidências.
LANÇAMENTO
DE DOIS LIVROS DE JOSÉ DO CARMO FRANCISCO
A Livraria Fábula Urbis (Rua Augusto Rosa, 27 – à Sé) e o autor convidam V. Exa. para a apresentação do livro Transporte Sentimental (edição da C.M.L.) no dia 27-2-2010 às 19 horas. A obra será apresentada por Rui Almeida, poeta, recente vencedor do Prémio de Poesia Cidade de Águeda.
Este livro, considerado «esplêndido» por Fernando Venâncio no «JL» de 7-12-1993, integra vinte poemas sobre a Cidade de Lisboa vista das janelas dos autocarros, dos eléctricos e dos elevadores da Carris. Os poemas foram escritos no Verão de 1986 em Santa Catarina (Caldas da Rainha) e são dedicados a Armando Silva Carvalho, Fernando J. B. Martinho e Pedro Támen. A 1ª edição deste livro surgiu em 1987 e com a chancela da Editora Espiral e apoio do Grupo Desportivo do Banco Português do Atlântico. A presente 2ª edição é da Câmara Municipal de Lisboa.
A Editora Padrões Culturais e o autor convidam V. Exa. para a apresentação do livro As palavras em Jogo no Teatro da Trindade (ao Chiado) no dia 5-3-2010 às 18 horas. O volume será apresentado por António Simões, jornalista do diário desportivo A BOLA.
Este livro recupera do pó do esquecimento 30 entrevistas e 1 memória, lembrando, deste modo, 30 anos de jornalismo do autor. No universo multifacetado dos entrevistados há um diverso olhar sobre o Desporto e a Sociedade: Álvaro Cunhal, Américo Guerreiro de Sousa, António Alçada Baptista, António Roquete, Carlos Mendes, Clara Pinto Correia, Daniel Sampaio, David Mourão-Ferreira, Dinis Machado, E.M. Melo e Castro, Eduardo Guerra Carneiro, Eduardo Nery, Fausto, Francisco dos Santos, Francisco José Viegas, Helena Marques, Joaquim Pessoa, José Duarte, José Fernandes Fafe, José Manuel Mendes, José Nuno Martins, José Quitério, Lídia Jorge, Luís Filipe Maçarico, Mário Jorge, Matos Maia, Mia Couto, Nicolau Saião, Rita Ferro, Romeu Correia e Urbano Tavares Rodrigues.
As entrevistas e a memória de Francisco dos Santos (1878-1930), o primeiro português a jogar em Itália, foram publicadas entre 1992 e 1996 na Revista A BOLA MAGAZINE que entretanto cessou publicação. Algumas delas foram mais sintéticas devido à falta de espaço mas todas apresentam o interesse do depoimento das 30 diversas figuras públicas sobre a sua relação com o Desporto.
Agradecemos que divulgue este duplo convite junto dos seus amigos / amigas. Obrigado.
DE DOIS LIVROS DE JOSÉ DO CARMO FRANCISCO
A Livraria Fábula Urbis (Rua Augusto Rosa, 27 – à Sé) e o autor convidam V. Exa. para a apresentação do livro Transporte Sentimental (edição da C.M.L.) no dia 27-2-2010 às 19 horas. A obra será apresentada por Rui Almeida, poeta, recente vencedor do Prémio de Poesia Cidade de Águeda.
Este livro, considerado «esplêndido» por Fernando Venâncio no «JL» de 7-12-1993, integra vinte poemas sobre a Cidade de Lisboa vista das janelas dos autocarros, dos eléctricos e dos elevadores da Carris. Os poemas foram escritos no Verão de 1986 em Santa Catarina (Caldas da Rainha) e são dedicados a Armando Silva Carvalho, Fernando J. B. Martinho e Pedro Támen. A 1ª edição deste livro surgiu em 1987 e com a chancela da Editora Espiral e apoio do Grupo Desportivo do Banco Português do Atlântico. A presente 2ª edição é da Câmara Municipal de Lisboa.
A Editora Padrões Culturais e o autor convidam V. Exa. para a apresentação do livro As palavras em Jogo no Teatro da Trindade (ao Chiado) no dia 5-3-2010 às 18 horas. O volume será apresentado por António Simões, jornalista do diário desportivo A BOLA.
Este livro recupera do pó do esquecimento 30 entrevistas e 1 memória, lembrando, deste modo, 30 anos de jornalismo do autor. No universo multifacetado dos entrevistados há um diverso olhar sobre o Desporto e a Sociedade: Álvaro Cunhal, Américo Guerreiro de Sousa, António Alçada Baptista, António Roquete, Carlos Mendes, Clara Pinto Correia, Daniel Sampaio, David Mourão-Ferreira, Dinis Machado, E.M. Melo e Castro, Eduardo Guerra Carneiro, Eduardo Nery, Fausto, Francisco dos Santos, Francisco José Viegas, Helena Marques, Joaquim Pessoa, José Duarte, José Fernandes Fafe, José Manuel Mendes, José Nuno Martins, José Quitério, Lídia Jorge, Luís Filipe Maçarico, Mário Jorge, Matos Maia, Mia Couto, Nicolau Saião, Rita Ferro, Romeu Correia e Urbano Tavares Rodrigues.
As entrevistas e a memória de Francisco dos Santos (1878-1930), o primeiro português a jogar em Itália, foram publicadas entre 1992 e 1996 na Revista A BOLA MAGAZINE que entretanto cessou publicação. Algumas delas foram mais sintéticas devido à falta de espaço mas todas apresentam o interesse do depoimento das 30 diversas figuras públicas sobre a sua relação com o Desporto.
Agradecemos que divulgue este duplo convite junto dos seus amigos / amigas. Obrigado.
VOCABULÁRIO USADO NA FREGUESIA DE CARREIRAS
(Serra de São Mamede, Alentejo)
Tenho consciência de que ao publicar este vocabulário estou a embalsamar uma espécie em vias de extinção. Junto aqui regionalismos a castelhanismos, misturando ainda na lista termos dicionarizados, mas pronunciados de forma diferente ou com um significado distinto do comum. Sempre que foi possível, tentei reproduzir a pronúncia mais autêntica e antiga. Infelizmente, os efeitos da erosão linguística provocada nos últimos trinta e cinco anos pelos media nem sempre permitiram a concretização deste propósito.
Esta lista não constitui entretanto um produto acabado. A seu tempo serão acrescentados outros termos. Incluir-se-á também nesse futuro alguma informação etimológica e gramatical sobre os vocábulos e/ou expressões idiomáticas.
Não tenho ilusões bairristas em relação a este trabalho de recolha, sabendo que muitos dos vocábulos ou expressões são partilhados pelos habitantes doutras aldeias vizinhas ou doutras regiões do país. Viso apenas fixar um conjunto de termos arcaicos e/ou regionais em vias de desaparição.
(Disponível em: www.nortealentejano.blogspot.com).
(Serra de São Mamede, Alentejo)
Tenho consciência de que ao publicar este vocabulário estou a embalsamar uma espécie em vias de extinção. Junto aqui regionalismos a castelhanismos, misturando ainda na lista termos dicionarizados, mas pronunciados de forma diferente ou com um significado distinto do comum. Sempre que foi possível, tentei reproduzir a pronúncia mais autêntica e antiga. Infelizmente, os efeitos da erosão linguística provocada nos últimos trinta e cinco anos pelos media nem sempre permitiram a concretização deste propósito.
Esta lista não constitui entretanto um produto acabado. A seu tempo serão acrescentados outros termos. Incluir-se-á também nesse futuro alguma informação etimológica e gramatical sobre os vocábulos e/ou expressões idiomáticas.
Não tenho ilusões bairristas em relação a este trabalho de recolha, sabendo que muitos dos vocábulos ou expressões são partilhados pelos habitantes doutras aldeias vizinhas ou doutras regiões do país. Viso apenas fixar um conjunto de termos arcaicos e/ou regionais em vias de desaparição.
(Disponível em: www.nortealentejano.blogspot.com).
FLOR DE UM DIA
Aurélio Porto, nascido em 1945, reúne na colectânea Flor de Um Dia, com os seus 28 livros ou plaquetes, ou secções, ou capítulos, cerca de cinco décadas de poesia inédita, ou, quando não, quase confidencial. Esses escritos iniciam-se por volta de 1961 e chegam a 2005-2006, tendo sido finalmente editados em 2009, depois de algumas peripécias editoriais sem importância.
Os temas são os mais comuns e os mais permanentes, a alegria, a tristeza, o amor, a morte, e sobretudo a vida, a viagem no espaço e no tempo e a viagem fora deles, mas também alguns mais invulgares, o sentimento da natureza e da destruição dela, a dimensão cósmica, humana e desumana, a mentira da guerra e a impotência da paz, a solidão e a multidão, a fraternidade, a amizade, mas também a catástrofe e a barbárie. Neles se entrelançam poesia e filosofia, numa meditação do mundo que é também maravilhamento dele e inquietude pela destruição da sua beleza. As linguagens presentes no volume são todas de hoje, mas vão desde as antigas, o terceto, o soneto, a elegia, a canção, o epigrama, a quadra popular, a outras mais recentes, o verso livre, poemas curtos, e alguns mais longos de uma estrofe única, a multiplicidade combinatória de poemas curtíssimos, tercetos, dísticos, inscrições.
A lava edificada, ainda em erupção,
avança até ao cais, e os navios como casas também caiadas
ocultam o que poderia ser o mar.
Agora uma nesga vê-se.
Mais logo, ao entardecer, ouviremos os cânticos dos popes.
E será então a hora em que o marinheiro descansará
no repouso pacificador dos cabarés muito sujos por fora
(por dentro como serão?),
identificando-se com o exotismo das mulatas
ou com elas se sentindo em casa.
Mas que pode o sedentário saber do homem de pernas bambas
de tanto contemplar os astros?
Agora o sol ofusca tudo, o cimento e a cal enjoam,
e vem de súbito a gana da noite pretíssima e azul
apenas iluminada pelo cruzeiro
e pelo peixe-voador faiscando.
http://www.sempreempe.pt/
REVISTA TRIPLOV
DE ARTES, RELIGIÕES E CIÊNCIAS
Nº 4 - Março de 2010
http://revista.triplov.com/numero_04/
editorial
Floriano Martins
Realismo e surrealismo nos Estados Unidos
Entre outros artigos e outras obras, poderão ser lidos:
António Justo
O cientista faz, o artista realiza e o crente celebra
Adílio Jorge Marques & Carlos A. L. Filgueiras
O químico e naturalista luso-brasileiro Alexandre Domingos Vandelli
Julio Borromé
¿Qué es la filosofía?, de José Manuel Briceño Guerrero
Sara L. Miranda
A rapariga de cristal
Leonardo Boff
A hora e a vez da ecologia mental
Miguel Ángel Muñoz
Albert Ràfols-Casamada: “Después de la sensibilidad, se encuentra la razón”
Fulvio Fernández
Trabajos
Élson Bruno Santos Aguiar
Antonio Cedraz e a Turma do Xaxado
Henrique Marques-Samyn
Da palavra à poesia: uma (provisória) leitura da obra de Andityas Soares de Moura
Jaime de Barros
Felippe D’Oliveira – O que pensam e sentem os homens moços do Brasil
António Miranda
A poesia da forma: o cinquentenário de Brasília e a proposta da II Bienal Internacional de Poesia
Linaldo Guedes
IkaRo MaxX: Poeta, solteiro, vagabundo, amante, cosmopolita
Alessandro Zir
Do mais lúcido irmão que não me conhecia — a ele (II)
Maria Estela Guedes
Realismos em Nova Iorque
DE ARTES, RELIGIÕES E CIÊNCIAS
Nº 4 - Março de 2010
http://revista.triplov.com/numero_04/
editorial
Floriano Martins
Realismo e surrealismo nos Estados Unidos
Entre outros artigos e outras obras, poderão ser lidos:
António Justo
O cientista faz, o artista realiza e o crente celebra
Adílio Jorge Marques & Carlos A. L. Filgueiras
O químico e naturalista luso-brasileiro Alexandre Domingos Vandelli
Julio Borromé
¿Qué es la filosofía?, de José Manuel Briceño Guerrero
Sara L. Miranda
A rapariga de cristal
Leonardo Boff
A hora e a vez da ecologia mental
Miguel Ángel Muñoz
Albert Ràfols-Casamada: “Después de la sensibilidad, se encuentra la razón”
Fulvio Fernández
Trabajos
Élson Bruno Santos Aguiar
Antonio Cedraz e a Turma do Xaxado
Henrique Marques-Samyn
Da palavra à poesia: uma (provisória) leitura da obra de Andityas Soares de Moura
Jaime de Barros
Felippe D’Oliveira – O que pensam e sentem os homens moços do Brasil
António Miranda
A poesia da forma: o cinquentenário de Brasília e a proposta da II Bienal Internacional de Poesia
Linaldo Guedes
IkaRo MaxX: Poeta, solteiro, vagabundo, amante, cosmopolita
Alessandro Zir
Do mais lúcido irmão que não me conhecia — a ele (II)
Maria Estela Guedes
Realismos em Nova Iorque
SEBASTIÃO DA GAMA
Nasceu um blogue dedicado a Sebastião da Gama: http://sebastiaodagama-acsg.blogspot.com/
Aguardamos muitas novidades e a grande dedicação a que a sua Associação já nos habituou.
CICLO "PORTUGAL RENASCENTE"
É já no próximo sábado, pelas 15 horas, que, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, se inicia o ciclo Portugal Renascente, com a realização do colóquio "Entre Guerra Junqueiro e Teófilo Braga" – Luís Paixão (que fará uma breve locução introdutória, alusiva ao 31 de Janeiro) Pedro Sinde e Rodrigo Sobral Cunha serão os oradores. A sessão completa-se com o lançamento do livro "Cartas de Noé para Nayma", de Carlos Aurélio (Colecção Nova Águia), apresentado por Pedro Sinde, na presença do autor e de Renato Epifânio, director da Colecção Nova Águia. Esta é uma iniciativa conjunta dos "Cadernos de Filosofia Extravagante" e da revista "Nova Águia", em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra.
Ainda no dia 30, mas em Setúbal, na Casa Bocage, pelas 18h00, serão apresentados o 4.º número da revista "Nova Águia" e o livro "A Verdadeira História de Aladino e a Lâmpada Maravilhosa", de Rodrigo Sobral Cunha (Colecção Nova Águia).
É já no próximo sábado, pelas 15 horas, que, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, se inicia o ciclo Portugal Renascente, com a realização do colóquio "Entre Guerra Junqueiro e Teófilo Braga" – Luís Paixão (que fará uma breve locução introdutória, alusiva ao 31 de Janeiro) Pedro Sinde e Rodrigo Sobral Cunha serão os oradores. A sessão completa-se com o lançamento do livro "Cartas de Noé para Nayma", de Carlos Aurélio (Colecção Nova Águia), apresentado por Pedro Sinde, na presença do autor e de Renato Epifânio, director da Colecção Nova Águia. Esta é uma iniciativa conjunta dos "Cadernos de Filosofia Extravagante" e da revista "Nova Águia", em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra.
Ainda no dia 30, mas em Setúbal, na Casa Bocage, pelas 18h00, serão apresentados o 4.º número da revista "Nova Águia" e o livro "A Verdadeira História de Aladino e a Lâmpada Maravilhosa", de Rodrigo Sobral Cunha (Colecção Nova Águia).
CERCOS VOLUNTÁRIOS
in Bar na Cave
(Rua da Imprensa Nacional 116b, Lisboa - entre o Jardim do Príncipe Real e o Largo do Rato)
Exposição Permanente de Sandra Filipe
(5as, 6as e sábados)
22 de Janeiro (6a feira - 23h): Catarina Nunes de Almeida e Pedro Lamares lêem "Cerco Voluntário", de Vasco Gato
23 de Janeiro (sábado - 23h): Entropic Duo - Gonçalo Gato (Guitarra) e Nuno Almeida (Bateria)
SUN INTO SEA
Traduções de Brian Strang
O endereço é http://sunintosea.blogspot.com/ e é um blogue criado por Brian Strang para divulgar as suas traduções de poetas portugueses contemporâneos. O sítio merecerá toda a nossa atenção futura:
"Olá amigos! Welcome to SUN INTO SEA, a site for occasional translations of contemporary Portuguese poetry. The first poet I'll introduce is Jorge Melícias (b. 1970), author of several books of poetry and translation. His most recent book, disrupção, is a collection of his previously published work. More translation of his work, and an essay of mine on it, can be found at Duration Press."
Traduções de Brian Strang
O endereço é http://sunintosea.blogspot.com/ e é um blogue criado por Brian Strang para divulgar as suas traduções de poetas portugueses contemporâneos. O sítio merecerá toda a nossa atenção futura:
"Olá amigos! Welcome to SUN INTO SEA, a site for occasional translations of contemporary Portuguese poetry. The first poet I'll introduce is Jorge Melícias (b. 1970), author of several books of poetry and translation. His most recent book, disrupção, is a collection of his previously published work. More translation of his work, and an essay of mine on it, can be found at Duration Press."
LIVROS DE 2009
Ninguém espere de mim uma lista dos melhores livros publicados em 2009. Quem quer que a apresente nunca será intelectualmente sério, uma vez que é impossível ter lido todos os volumes editados num ano no nosso país e/ou no mundo. Logo, a escolha será (consciente ou inconscientemente) viciada e manipuladora, sobretudo se divulgada num grande meio de comunicação.
Não deixo no entanto de partilhar a lista dos livros que mais me recompensaram no ano passado. Como será fácil de verificar, têm anos de publicação muito díspares, estando vinculados a um leitor que gosta de caminhar por estradas e veredas muito diferentes, muitas vezes pouco frequentadas.
Na apresentação, optei por listar as obras pela ordem de leitura, prescidindo da ordem alfabética ou cronológica.
GONÇALO M. TAVARES - "O Senhor Breton" (2008)
CLAUDE ROY - "Diário de Viagens" (1962)
ROBERT MUSIL - "L' homme sans qualités" (trad. francesa)
MIGUEL JORGE - "O deus da hora e da morte" (2008)
HORÁCIO - "Odes"
LUIS ARTURO GUICHARD - "Nadie puede tocar la realidad" (2008)
ARTURO PÉREZ-REVERTE - "Con ánimo de ofender (artículos 1998 - 2001)"
FERNANDO PESSOA - "Poesia 1918-1930"
TEIXEIRA DE PASCOAES - "Vida Etérea" (1906)
TEIXEIRA DE PASCOAES - "Para a Luz" (1904)
ELIO PECORA - "Simetrias" (2007)
NUNO DEMPSTER - "Dispersão" (2008)
J. M. G. LE CLÉZIO - "A Febre" (1965)
PEDRO SINDE - "O Canto dos Seres - saudade da natureza" (2008)
JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS - "Aforismos e Desaforismos de Aparício"
BRITO CAMACHO - "Matéria Vaga" (1934)
MARIA GABRIELA LLANSOL - "Onde vais, drama-poesia?" (2000)
JOÃO CANDEIAS - "O Narrador / O Mar" (1989)
HELENO GODOY - "Fábula Fingida" (1985)
RUI KNOPFLI - "O escriba acocorado" (1978)
MICHEL GRAS - "O Mediterrâneo Arcaico" (1995)
JOSEP M. RODRÍGUEZ - "La Caja Negra" (2004)
THOMAS BERNARD - "Na terra e no inferno" (1957)
LUIZ PACHECO - "Pacheco versus Cesariny" (1974)
LUIZA NETO JORGE - "Terra Imóvel" (1964)
WILMAR SILVA (org.) - "Portuguesia" (2009)
CAMILO CASTELO BRANCO - "Vinte Horas de Liteira" (1864)
MICHEL VOLKOVITCH (org.) - "Anthologie de la Poésie Grecque Contemporaine"
GEORGE STEINER - "Os livros que não escrevi" (2008)
RAINER MARIA RILKE - "O Livro de Horas"
G. K. CHESTERTON - "O Homem Eterno" (1925)
HEINER MULLER - "O Anjo do Desespero" (1992)
PAUL AUSTER - "Inventar a Solidão" (1982)
CHARLES PÉGUY - "Le Porche du mystère de la deuxième vertu" (1929)
FERNANDO SAVATER - "O Valor de Educar" (1997)
WILMAR SILVA - "Yguarani" (2009)
ANTONIO SÁEZ DELGADO - "Espíritus Contemporáneos" (2009)
CRISTINA CAMPO - "Sob um falso nome"
STÉPHANE MALLARMÉ - "Igitur"
EDMOND JABÈS - "Le Livre des Ressemblances" (1976)
JOSÉ MARÍA CUMBREÑO - "Teorías del Orden" (2008)
FIALHO DE ALMEIDA - "Figuras de Destaque" (1923)
MARIA GABRIELA LLANSOL - "Uma data em cada mão - Livro de Horas I"
TEIXEIRA DE PASCOAES - "O Penitente" (1942)
LUIS MANUEL PÉREZ-BOITEL - "Conversaciones con máscara" (2009)
ETTY HILLESUM - "Cartas 1941-1943"
Ninguém espere de mim uma lista dos melhores livros publicados em 2009. Quem quer que a apresente nunca será intelectualmente sério, uma vez que é impossível ter lido todos os volumes editados num ano no nosso país e/ou no mundo. Logo, a escolha será (consciente ou inconscientemente) viciada e manipuladora, sobretudo se divulgada num grande meio de comunicação.
Não deixo no entanto de partilhar a lista dos livros que mais me recompensaram no ano passado. Como será fácil de verificar, têm anos de publicação muito díspares, estando vinculados a um leitor que gosta de caminhar por estradas e veredas muito diferentes, muitas vezes pouco frequentadas.
Na apresentação, optei por listar as obras pela ordem de leitura, prescidindo da ordem alfabética ou cronológica.
GONÇALO M. TAVARES - "O Senhor Breton" (2008)
CLAUDE ROY - "Diário de Viagens" (1962)
ROBERT MUSIL - "L' homme sans qualités" (trad. francesa)
MIGUEL JORGE - "O deus da hora e da morte" (2008)
HORÁCIO - "Odes"
LUIS ARTURO GUICHARD - "Nadie puede tocar la realidad" (2008)
ARTURO PÉREZ-REVERTE - "Con ánimo de ofender (artículos 1998 - 2001)"
FERNANDO PESSOA - "Poesia 1918-1930"
TEIXEIRA DE PASCOAES - "Vida Etérea" (1906)
TEIXEIRA DE PASCOAES - "Para a Luz" (1904)
ELIO PECORA - "Simetrias" (2007)
NUNO DEMPSTER - "Dispersão" (2008)
J. M. G. LE CLÉZIO - "A Febre" (1965)
PEDRO SINDE - "O Canto dos Seres - saudade da natureza" (2008)
JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS - "Aforismos e Desaforismos de Aparício"
BRITO CAMACHO - "Matéria Vaga" (1934)
MARIA GABRIELA LLANSOL - "Onde vais, drama-poesia?" (2000)
JOÃO CANDEIAS - "O Narrador / O Mar" (1989)
HELENO GODOY - "Fábula Fingida" (1985)
RUI KNOPFLI - "O escriba acocorado" (1978)
MICHEL GRAS - "O Mediterrâneo Arcaico" (1995)
JOSEP M. RODRÍGUEZ - "La Caja Negra" (2004)
THOMAS BERNARD - "Na terra e no inferno" (1957)
LUIZ PACHECO - "Pacheco versus Cesariny" (1974)
LUIZA NETO JORGE - "Terra Imóvel" (1964)
WILMAR SILVA (org.) - "Portuguesia" (2009)
CAMILO CASTELO BRANCO - "Vinte Horas de Liteira" (1864)
MICHEL VOLKOVITCH (org.) - "Anthologie de la Poésie Grecque Contemporaine"
GEORGE STEINER - "Os livros que não escrevi" (2008)
RAINER MARIA RILKE - "O Livro de Horas"
G. K. CHESTERTON - "O Homem Eterno" (1925)
HEINER MULLER - "O Anjo do Desespero" (1992)
PAUL AUSTER - "Inventar a Solidão" (1982)
CHARLES PÉGUY - "Le Porche du mystère de la deuxième vertu" (1929)
FERNANDO SAVATER - "O Valor de Educar" (1997)
WILMAR SILVA - "Yguarani" (2009)
ANTONIO SÁEZ DELGADO - "Espíritus Contemporáneos" (2009)
CRISTINA CAMPO - "Sob um falso nome"
STÉPHANE MALLARMÉ - "Igitur"
EDMOND JABÈS - "Le Livre des Ressemblances" (1976)
JOSÉ MARÍA CUMBREÑO - "Teorías del Orden" (2008)
FIALHO DE ALMEIDA - "Figuras de Destaque" (1923)
MARIA GABRIELA LLANSOL - "Uma data em cada mão - Livro de Horas I"
TEIXEIRA DE PASCOAES - "O Penitente" (1942)
LUIS MANUEL PÉREZ-BOITEL - "Conversaciones con máscara" (2009)
ETTY HILLESUM - "Cartas 1941-1943"
LENDAS DA SERRA DE SÃO MAMEDE
Iniciei há pouco tempo a publicação no Arquivo do Norte Alentejano do conjunto de lendas dos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre por mim recolhido de há quinze anos a esta parte. Garanto-vos que são textos com muito interesse. Aqui fica a ligação: http://nortealentejano.blogspot.com/search/label/Lendas
Iniciei há pouco tempo a publicação no Arquivo do Norte Alentejano do conjunto de lendas dos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre por mim recolhido de há quinze anos a esta parte. Garanto-vos que são textos com muito interesse. Aqui fica a ligação: http://nortealentejano.blogspot.com/search/label/Lendas

CONVITE
Armindo Reis, a Editora Vega e a Câmara Municipal de Almada têm o prazer de convidar V.EX.ª para a sessão de apresentação do livro de poesia para crianças «O TIC-TAC DO CORAÇÃO», que se realizará na Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, no dia 12 de Dezembro de 2009 (sábado), pelas 16 horas.
A sessão será animada por:·
Manuel Catarino (apresentação do livro);·
Judite Peres (poesia);·
António Sales (guitarra clássica) e Ana Falcão (canto);·
Grupo de pequenos leitores da Biblioteca da Escola D. António da Costa (dramatização poética);·
Pedro Silvestre (violino).·
Mostra de quadros (óleos s/tela) do professor/escritor/pintor Armindo Reis.
Fórum Municipal Romeu Correia, Praça da Liberdade - ALMADA
Armindo Reis, a Editora Vega e a Câmara Municipal de Almada têm o prazer de convidar V.EX.ª para a sessão de apresentação do livro de poesia para crianças «O TIC-TAC DO CORAÇÃO», que se realizará na Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, no dia 12 de Dezembro de 2009 (sábado), pelas 16 horas.
A sessão será animada por:·
Manuel Catarino (apresentação do livro);·
Judite Peres (poesia);·
António Sales (guitarra clássica) e Ana Falcão (canto);·
Grupo de pequenos leitores da Biblioteca da Escola D. António da Costa (dramatização poética);·
Pedro Silvestre (violino).·
Mostra de quadros (óleos s/tela) do professor/escritor/pintor Armindo Reis.
Fórum Municipal Romeu Correia, Praça da Liberdade - ALMADA
ASSINAR A "BÍBLIA"
Car@s amig@s:
Vimos por este meio enviar-te um e-mail para te informar sobre a campanha de assinaturas da revista Bíblia. Nesta época de Natal, onde tanto se apela ao “consumo-rápido-deita fora”, a Bíblia vem apelar a que assines a Revista, que já existe há 13 anos, podendo esta assinatura definir-se como um investimento na cultura. A Revista Bíblia já publicou mais de seiscentos autores, fez mais de cem lançamentos, debates, apresentações, happenings, etc., por todo o país e estrangeiro, sendo um espaço de liberdade para todos os leitores e autores que lêem e participam na Revista. Pedimos o teu sólido apoio (assinando a Revista) para continuarmos este projecto que tanto tem feito pela cultura em Portugal. Se queres que a Revista Bíblia continue: - a ser um espaço de experimentação de tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura; - a divulgar e projectar novos talentos artísticos;- incentivar autores a divulgarem os seus trabalhos;- promover debates sobre temas específicos relacionados com a sociedade;- promover e organizar oficinas relacionados com edição de revistas;...adere à campanha de assinaturas da Bíblia!
A campanha consiste na assinatura de quatro números da Revista por 20 Euros, recebendo ainda um número atrasado à tua escolha (totalmente grátis) sendo as revistas enviadas para casa sem ter de se pagar os portes. Se quiseres também podes anunciar as tuas actividades/empresa/instituição na Revista Bíblia. Os leitores podem fazê-lo enviando cheque, vale postal ou mesmo dinheiro para:
Revista Bíblia (A/C Tiago Gomes)
Rua da Boavista 76 2º - 1200 Lisboa.
Ou transferir 20 Euros para a conta 003500110000346010019 da Caixa Geral de Depósitos ou contactar: Tiago Gomes através do número 21 3479241 /93 4571627 ou ainda pelo e-mail cimagomes@gmail.com. Contamos com a tua divulgação e adesão da campanha de assinaturas
Esta é a altura de fazeres algo pela revista Bíblia. Só com um apoio consciente podemos continuar a fazer revistas livres, publicando os trabalhos que queremos e criando espaço de liberdade. Saludos,
Tiago Gomes
Revista Bíblia
Rua da Boavista, nº76, 2º
1200-068 Lisboa
Tel. 213479241 e 934571627
cimagomes@hotmail.com
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A minha crónica sobre a antologia Portuguesia
pode ser lida também aqui.
Obrigado pelo tempo que lhe possam dedicar.
SUGESTÃO
Continuando o trabalho de arquivo em www.ruyventura.blogspot.com já estão disponíveis nesta página artigos ou referências de Catarina Nunes de Almeida, Eberhard Geisler, José do Carmo Francisco, Manuel G. Simões e José Vieira sobre alguns livros ou poemas que venho publicando. Desde já agradeço a sua leitura.
Continuando o trabalho de arquivo em www.ruyventura.blogspot.com já estão disponíveis nesta página artigos ou referências de Catarina Nunes de Almeida, Eberhard Geisler, José do Carmo Francisco, Manuel G. Simões e José Vieira sobre alguns livros ou poemas que venho publicando. Desde já agradeço a sua leitura.
JOSÉ Mª CUMBREÑO
(entrevista publicada aqui)
El poema como fracaso
Ángel Gómez Espada
José Mª Cumbreño (Cáceres, 1972) es uno de los poetas jóvenes de voz más personal en el actual panorama literario extremeño. Hasta ahora ha publicado Las ciudades de la llanura (Editora Regional, 2000), Árbol sin sombra (Algaida, 2003), Estrategias y métodos para la composición de rompecabezas (El Bardo, 2008), Diccionario de dudas (Calambur, 2009), así como el libro de relatos De los espacios cerrados (Fundación José Manuel Lara, 2006) y la antología bilingüe española-portuguesa Teorias da ordem (Ediçoes Sempre-em-Pé, 2008) [a lançar no próximo dia 11 de Novembro no Instituto Cervantes de Lisboa, pelas 18.15]. Poemas suyos han aparecido en revistas como Turia, El extramundi, Reloj de arena, Müsu, Diversos o Espacio / Espaço Escrito.
En la actualidad dirige la colección Litteratos de la editorial Littera libros y tiene en prensa la segunda edición (revisada) de Las ciudades de la llanura (Ediciones Trashumantes) y el poemario Breve biografía apócrifa de Walt Disney (Algaida)..
Viejo amigo de esta revista nuestra, hemos tenido la oportunidad de hablar con él de sus últimos logros, tanto en su faceta de editor como en la de excelente poeta.
—EL COLOQUIO DE LOS PERROS: ¿En estos tiempos que corren, meterse a editor de poesía se puede considerar un deporte extremo?
—JOSÉ MARÍA CUMBREÑO: Seguramente. Sobre todo si lo que se pretende es vivir de ello. En nuestro caso, a lo único a lo que aspiramos es a publicar libros que creemos necesarios. Por tanto, practicamos el equilibrismo con red. Vamos, que no vivimos de esto, lo que nos permite apostar por autores en función únicamente de su talento. Sin depender de premios ni de otras servidumbres. Los casos de Luis Arturo Guichard, Omar Pimienta, Elena Román o David Yáñez (escritores magníficos de los que oiremos hablar en el futuro) creo que son el ejemplo.
—ECP: Pero entonces, usted es de los que opinan que la poesía vive un momento de salud envidiable.
—JMC: Sí y no. Sí porque nunca ha habido tanta gente escribiendo poemas. No porque encontrar en medio de esa legión a artistas de verdad ya es muchísimo más complicado. En literatura actúa un ingrediente muy peligroso: la vanidad. Y es la vanidad (el hecho de ver el nombre de uno en la portada de un libro) la que empuja a la mayoría a no ser críticos con la obra propia. No parece saludable que el cajón de un escritor se encuentre vacío.
—ECP: ¿Convertir un poema en un rompecabezas es reconocer que se ha fallado con ese poema? O, muy al contrario, ¿es un signo de esa búsqueda de la esencialidad que alguna vez se le ha argumentado a sus poemarios?
—JMC: Todo poema es la constatación de un fracaso. La idea no es mía, por supuesto, pero me parece que describe con precisión lo que cualquier escritor debería sentir al terminar una obra. Precisamente será esa insatisfacción la que lo empujará a iniciar el poema siguiente.
—ECP: En una poética, usted dice que un poema es una casa que se construye con ausencias y presencias. ¿También con dudas, podríamos añadir ahora?
—JMC: Con dudas, recortes, retales, caminos sólo de ida, verdades a medias y mentiras piadosas. Es la asimetría lo que me parece que define la naturaleza humana.
—ECP: Esa metáfora de las puertas como vía por donde entra el poema y por donde comienza la búsqueda es una constante en sus poemarios, creo entender. Entonces, ¿su poesía se nutre más de las puertas que ha ido cerrando o de las puertas que gusta de abrir para observar?
—JMC: En cualquier caso, de huecos por los que pasar o colarse. Las puertas (incluso las que se tapian) son seres misteriosos que cambian a quien los atraviesa.
—ECP: Usted ha afirmado que un poema ha de aspirar a ser pura tensión. ¿Eso es lo que José Mª Cumbreño le pide al poema, por tanto?
—JMC: Es que la poesía debe tensar el idioma hasta llevarlo a decir cosas que habitualmente no dice.
—ECP: Un árbol sin sombra, un diccionario de dudas, una estrategia para componer un rompecabezas… ¿Es así como ve José Mª Cumbreño el poema antes de llevarlo al papel?
—JMC: Supongo que siento debilidad por lo imperfecto.
—ECP: De sus cuentos, tan vinculados a su forma de entender el poema y la poesía dice que son espacios cerrados. ¿No hay, por tanto, en el cuento posibilidad de puertas?
—JMC: Al contrario. Las cárceles se construyeron para huir de ellas. Como los cuentos a los que se refiere. Porque se supone que los textos que componen De los espacios cerrados son cuentos, aunque yo no lo tengo tan claro. La narrativa breve y la poesía comparten su debilidad por el escapismo.
—ECP: ¿Cómo se siente al ver su obra trasvasada a una lengua tan amiga de los extremeños como es el portugués?
—JMC: Como un privilegiado. La consideración que en Portugal se tiene de la poesía no tiene nada que ver con lo que ocurre en España. Pensemos que un autor como Peixoto ha vendido de su último poemario nada menos que 12.000 ejemplares. Eso en nuestro país no lo logra ni el poeta más consagrado [...] A ello hay que unir que la traducción de Teorias da ordem la ha realizado uno de los mejores poetas portugueses, Ruy Ventura, quien estoy seguro de que ha mejorado el original.
—ECP: Con la desaparición, triste para todos, de Ángel Campos Pámpano, ¿ha perdido más la literatura extremeña o la literatura portuguesa?
—JMC: La ibérica.
—ECP: ¿Qué deberían aprender los jóvenes poetas extremeños —por extensión pongamos también a los españoles— de la poesía hecha hoy en Portugal?
—JMC: Su curiosidad por buscar nuevos caminos para la poesía.
—ECP: ¿Qué poemarios de los que han aparecido en los tres últimos años le hubiera gustado incluir en su colección Litteratos?
—JMC: Más que libros en concreto, citaré algunos autores cuyos nombres me encantaría ver en el catálogo Litteratos. Porque sería magnífico contar con algún título de escritores como Déborah Vúkusic, Benito del Pliego, Víctor M. Díez, Susana Medina o Miriam Reyes.
(entrevista publicada aqui)
El poema como fracaso
Ángel Gómez Espada
José Mª Cumbreño (Cáceres, 1972) es uno de los poetas jóvenes de voz más personal en el actual panorama literario extremeño. Hasta ahora ha publicado Las ciudades de la llanura (Editora Regional, 2000), Árbol sin sombra (Algaida, 2003), Estrategias y métodos para la composición de rompecabezas (El Bardo, 2008), Diccionario de dudas (Calambur, 2009), así como el libro de relatos De los espacios cerrados (Fundación José Manuel Lara, 2006) y la antología bilingüe española-portuguesa Teorias da ordem (Ediçoes Sempre-em-Pé, 2008) [a lançar no próximo dia 11 de Novembro no Instituto Cervantes de Lisboa, pelas 18.15]. Poemas suyos han aparecido en revistas como Turia, El extramundi, Reloj de arena, Müsu, Diversos o Espacio / Espaço Escrito.
En la actualidad dirige la colección Litteratos de la editorial Littera libros y tiene en prensa la segunda edición (revisada) de Las ciudades de la llanura (Ediciones Trashumantes) y el poemario Breve biografía apócrifa de Walt Disney (Algaida)..
Viejo amigo de esta revista nuestra, hemos tenido la oportunidad de hablar con él de sus últimos logros, tanto en su faceta de editor como en la de excelente poeta.
—EL COLOQUIO DE LOS PERROS: ¿En estos tiempos que corren, meterse a editor de poesía se puede considerar un deporte extremo?
—JOSÉ MARÍA CUMBREÑO: Seguramente. Sobre todo si lo que se pretende es vivir de ello. En nuestro caso, a lo único a lo que aspiramos es a publicar libros que creemos necesarios. Por tanto, practicamos el equilibrismo con red. Vamos, que no vivimos de esto, lo que nos permite apostar por autores en función únicamente de su talento. Sin depender de premios ni de otras servidumbres. Los casos de Luis Arturo Guichard, Omar Pimienta, Elena Román o David Yáñez (escritores magníficos de los que oiremos hablar en el futuro) creo que son el ejemplo.
—ECP: Pero entonces, usted es de los que opinan que la poesía vive un momento de salud envidiable.
—JMC: Sí y no. Sí porque nunca ha habido tanta gente escribiendo poemas. No porque encontrar en medio de esa legión a artistas de verdad ya es muchísimo más complicado. En literatura actúa un ingrediente muy peligroso: la vanidad. Y es la vanidad (el hecho de ver el nombre de uno en la portada de un libro) la que empuja a la mayoría a no ser críticos con la obra propia. No parece saludable que el cajón de un escritor se encuentre vacío.
—ECP: ¿Convertir un poema en un rompecabezas es reconocer que se ha fallado con ese poema? O, muy al contrario, ¿es un signo de esa búsqueda de la esencialidad que alguna vez se le ha argumentado a sus poemarios?
—JMC: Todo poema es la constatación de un fracaso. La idea no es mía, por supuesto, pero me parece que describe con precisión lo que cualquier escritor debería sentir al terminar una obra. Precisamente será esa insatisfacción la que lo empujará a iniciar el poema siguiente.
—ECP: En una poética, usted dice que un poema es una casa que se construye con ausencias y presencias. ¿También con dudas, podríamos añadir ahora?
—JMC: Con dudas, recortes, retales, caminos sólo de ida, verdades a medias y mentiras piadosas. Es la asimetría lo que me parece que define la naturaleza humana.
—ECP: Esa metáfora de las puertas como vía por donde entra el poema y por donde comienza la búsqueda es una constante en sus poemarios, creo entender. Entonces, ¿su poesía se nutre más de las puertas que ha ido cerrando o de las puertas que gusta de abrir para observar?
—JMC: En cualquier caso, de huecos por los que pasar o colarse. Las puertas (incluso las que se tapian) son seres misteriosos que cambian a quien los atraviesa.
—ECP: Usted ha afirmado que un poema ha de aspirar a ser pura tensión. ¿Eso es lo que José Mª Cumbreño le pide al poema, por tanto?
—JMC: Es que la poesía debe tensar el idioma hasta llevarlo a decir cosas que habitualmente no dice.
—ECP: Un árbol sin sombra, un diccionario de dudas, una estrategia para componer un rompecabezas… ¿Es así como ve José Mª Cumbreño el poema antes de llevarlo al papel?
—JMC: Supongo que siento debilidad por lo imperfecto.
—ECP: De sus cuentos, tan vinculados a su forma de entender el poema y la poesía dice que son espacios cerrados. ¿No hay, por tanto, en el cuento posibilidad de puertas?
—JMC: Al contrario. Las cárceles se construyeron para huir de ellas. Como los cuentos a los que se refiere. Porque se supone que los textos que componen De los espacios cerrados son cuentos, aunque yo no lo tengo tan claro. La narrativa breve y la poesía comparten su debilidad por el escapismo.
—ECP: ¿Cómo se siente al ver su obra trasvasada a una lengua tan amiga de los extremeños como es el portugués?
—JMC: Como un privilegiado. La consideración que en Portugal se tiene de la poesía no tiene nada que ver con lo que ocurre en España. Pensemos que un autor como Peixoto ha vendido de su último poemario nada menos que 12.000 ejemplares. Eso en nuestro país no lo logra ni el poeta más consagrado [...] A ello hay que unir que la traducción de Teorias da ordem la ha realizado uno de los mejores poetas portugueses, Ruy Ventura, quien estoy seguro de que ha mejorado el original.
—ECP: Con la desaparición, triste para todos, de Ángel Campos Pámpano, ¿ha perdido más la literatura extremeña o la literatura portuguesa?
—JMC: La ibérica.
—ECP: ¿Qué deberían aprender los jóvenes poetas extremeños —por extensión pongamos también a los españoles— de la poesía hecha hoy en Portugal?
—JMC: Su curiosidad por buscar nuevos caminos para la poesía.
—ECP: ¿Qué poemarios de los que han aparecido en los tres últimos años le hubiera gustado incluir en su colección Litteratos?
—JMC: Más que libros en concreto, citaré algunos autores cuyos nombres me encantaría ver en el catálogo Litteratos. Porque sería magnífico contar con algún título de escritores como Déborah Vúkusic, Benito del Pliego, Víctor M. Díez, Susana Medina o Miriam Reyes.
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