Saramago...O mesmo galardão fora atribuído em anteriores edições ao alentejano José Luís Peixoto e à carioca Adriana Lisboa.
Antevejo que, daqui a uma suficiente quantidade de anos, a atender ao valor que se reconhece publicamente aos premiados, continuarão a crescer em importância enquanto o que dá nome ao prémio se apagará pouco a pouco. A nosso ver ele é um mito bem promovido por diversas instâncias - mas de facto, como disse um escritor, esse sim de génio, o nobel Czseslav Milosz, "um escritor de segunda ordem", que deve quase tudo ao partidão e à "nova diplomacia", não a um valor de excepção. Cremos que este é secundário como o de muitos nobeis já passados ao esquecimento. O que de facto não se esquecerá é o espírito persecutório que Saramago incarnou enquanto esteve a mandar no "Diário de Notícias". A memória dos artistas e da gente lúcida do meio não é curta.
Esses actos infelizmente mancharam o seu percurso e não sairão da recordação de qualquer pessoa com exigências éticas.
Cremos que a História irá ser dura para Saramago.


