
Apontamentos estivais
FÓIA
Ir ao Algarve e não subir à Fóia é tomar a nuvem por Juno. Aí ascendi na primeira visita que fiz a essas paragens. Aí regressei neste verão, para abarcar com os olhos estoutro “reino maravilhoso”, longe de ser apenas água salgada e sol para turistas alvarinhos ou enlagartados. Conhecer o Algarve (ou pensar conhecer) só pela estreita faixa marítima é pretender abarcar um quadro só pela observação da sua moldura, com os resultados que se adivinham.
NUNO GUIMARÃES
PELA ESCRITA
1. Através dela somos divididos
e somos portadores da divisão.
2. Por ela aprendemos um país
apreendido.
3. Dela passamos para nós:
tornamo-nos, assim, subvertidos.
4. Por ela quebramos os limites
do conhecimento.
5. Má consciência nas palavras.
E nos actos.
6. Do acto à escrita, intensidade:
a escrita é o acto mais atento.
PELA ESCRITA
1. Através dela somos divididos
e somos portadores da divisão.
2. Por ela aprendemos um país
apreendido.
3. Dela passamos para nós:
tornamo-nos, assim, subvertidos.
4. Por ela quebramos os limites
do conhecimento.
5. Má consciência nas palavras.
E nos actos.
6. Do acto à escrita, intensidade:
a escrita é o acto mais atento.
JOSÉ DO CARMO FRANCISCO
Os cães e os gatos de Tel Aviv
O insuspeito jornal diário espanhol El Mundo, pela prosa do seu jornalista António Gala revela-me num artigo intitulado Terrorismo de Estado um facto que a nossa adormecida e narcotizada imprensa não me tinha revelado. O gabinete de imprensa do governo israelita, em pleno auge da invasão do Líbano, resolveu expressar a sua preocupação pelos milhares de cães e gatos que foram abandonados pelos donos por causa desta guerra. Poderia ser humor negro mas não é. Um conjunto de publicações do Grupo Ahava chega ao despudor de apelar à colaboração e à simpatia de veterinários de todo o Mundo. Hoje tal como em 1982 quando invadiram os bairros de Shatila e de Sabra matando indiscriminadamente mulheres e crianças, crianças e mulheres, o governo israelita prossegue cegamente a sua série de crimes de guerra. Foi há 24 anos mas parece que foi ontem porque a agressão não parou. Israel é o único país do Mundo que tem aumentado regularmente a sua superfície desde que em 1948 foi criado sob os auspícios da ONU. A Jordânia, a Síria, o Líbano, o Egipto têm perdido terras e ribeiras, montanhas e planícies para o vizinho Israel. Esse mesmo Israel que insiste pelo cumprimento escrupuloso da resolução nº 1559 da ONU mas ignorou olimpicamente até agora 46 resoluções da mesma ONU. Como diz o meu amigo e jornalista Rodrigues Vaz «eles podem ganhar a guerra mas estão cada vez mais longe de ganhar a paz.» E este jornalista que nasceu em Moimenta da Beira até tem origem judaica. Mas não se deixa narcotizar seja pelo gabinete de imprensa do governo israelita seja por outro qualquer gabinete de imprensa.
Os cães e os gatos de Tel Aviv
O insuspeito jornal diário espanhol El Mundo, pela prosa do seu jornalista António Gala revela-me num artigo intitulado Terrorismo de Estado um facto que a nossa adormecida e narcotizada imprensa não me tinha revelado. O gabinete de imprensa do governo israelita, em pleno auge da invasão do Líbano, resolveu expressar a sua preocupação pelos milhares de cães e gatos que foram abandonados pelos donos por causa desta guerra. Poderia ser humor negro mas não é. Um conjunto de publicações do Grupo Ahava chega ao despudor de apelar à colaboração e à simpatia de veterinários de todo o Mundo. Hoje tal como em 1982 quando invadiram os bairros de Shatila e de Sabra matando indiscriminadamente mulheres e crianças, crianças e mulheres, o governo israelita prossegue cegamente a sua série de crimes de guerra. Foi há 24 anos mas parece que foi ontem porque a agressão não parou. Israel é o único país do Mundo que tem aumentado regularmente a sua superfície desde que em 1948 foi criado sob os auspícios da ONU. A Jordânia, a Síria, o Líbano, o Egipto têm perdido terras e ribeiras, montanhas e planícies para o vizinho Israel. Esse mesmo Israel que insiste pelo cumprimento escrupuloso da resolução nº 1559 da ONU mas ignorou olimpicamente até agora 46 resoluções da mesma ONU. Como diz o meu amigo e jornalista Rodrigues Vaz «eles podem ganhar a guerra mas estão cada vez mais longe de ganhar a paz.» E este jornalista que nasceu em Moimenta da Beira até tem origem judaica. Mas não se deixa narcotizar seja pelo gabinete de imprensa do governo israelita seja por outro qualquer gabinete de imprensa.
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