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OBAMA

Obama ganhou. Em consciência, um europeu português como eu pode apenas manifestar o seu desejo de que as suas promessas de mudança se concretizem. A esperança só vale a pena se resultar em nascimento.
Não me fio, entretanto, na alteração da má imagem dos EUA no resto do mundo; embora os erros de Bush a tenham carregado, ela é resultado de alicerces ideológicos e psicológicos mais profundos. Bom será, por isso, que o novo presidente não venda pela simpatia a firmeza necessária para conter certas erupções anti-democráticas que dominam uma parte do nosso planeta.
Concordo entretanto com um depoimento de Onésimo Teotónio de Almeida, enviado ao jornal Expresso: "Obama não fará milagres. Aprendi com um antigo aluno, assistente de Al Gore na Casa Branca, que um Presidente é mais um gestor de pressões do que um promotor de mudanças. Mas criará certamente um ambiente psicológico bem mais favorável a mudanças. Na verdade, os problemas que afectam os EUA são de fundo, alguns mesmo estruturais, e esses ultrapassam quem quer que seja que ocupe a Presidência. Não creio, porém, que eles afectem apenas os americanos. Creio que tocam pelo menos todo o Ocidente e por isso ele se empenha tanto nas eleições americanas. É que, por mais que na Europa proteste, o futuro dela está cada vez mais ligado ao dos EUA. Fomos atingidos pelos mesmos males e as curas de que necessitamos não podem ser obtidas independentemente porque nos afectamos mutuamente como se tivessem os dois lados do Atlântico contraído doenças genéticas."