STEFAN ZWEIG

Para quem se habituou, desde cedo, a considerar o escritor austríaco Stefan Zweig como uma das vozes fundamentais da literatura europeia, contra a opinião de muitos – inclusive respeitáveis, como José Régio – que o apresentavam como “aldrabão” ou “escritor para costureirinhas”, constitui um imenso prazer a leitura de Morte no Paraíso, a Tragédia de Stefan Zweig, de Alberto Dines (editado pelo Círculo de Leitores). Com esta biografia, temos acesso a uma árvore imensa, com ramos (“zweig” significa “ramos” em alemão) fortes e frágeis, com raízes que tentam agarrar-se à terra, no medonho vendaval da Segunda Grande Guerra. Para além disto, Dines erigiu um monumento poliédrico à condição humana, onde leitor consegue encontrar as suas próprias fraquezas e as suas forças.

5 comentários:

furta_cores disse...

Gosto muito desse escritor :)

a.candeias disse...

É um escritor muito interessante, li um muito bom dele "Confusão de sentimentos", desconhecia que se matara. Muito deve ter sofrido para fazer isso, lamento o facto.

Anónimo disse...

Ao lermos o livro de Dines percebemos bem as razões do suicídio.
Zweig é de facto um escritor de mão cheia, tanto nas novelas como nas biografias e até em muitos dos seus ensaios. Vale a pena andar sempre com ele.

António Cagica Rapaz disse...

Os nossos juízos sobre os artistas, sejam eles escritores, pintores ou músicos, são sempre subjectivos.
Pessoalmente, gosto muito de deste autor. E aplaudo esta chamada de atenção para a sua vida e obra.

Leonardo Vilar disse...

É verdade que os nossos juízos são sempre subjectivos, já se sabe. Mas isso não impede que ontem como hoje se possa ser objectivo nisto, verificar que continuam a ser prejudicados fortemente autores por razões de canalhice de sujeitos ou de sociedades cruéis e mafiosas intelectualmente falando.
E já não falo nas pessoas em si que não têm nenhuma defesa.