PERGUNTAS A ESMO

Há perguntas que nos inquietam no dia a dia. Resolvi deixar aqui expressas algumas que me tocam particularmente, partilhadas decerto por alguns leitores.


Por que razão quase todos os incompetentes com filiação partidária, quando fazem asneira, não são castigados, mas premiados?
Que motivos guiam a maioria que sustenta o Governo a não querer aprovar legislação eficaz contra a corrupção?
O que leva certos municípios a homenagearem caciques e a deixarem na sombra aqueles que verdadeiramente contribuíram para o desenvolvimento da comunidade em que viveram?
Que vaidade conduz tantos autarcas quando desejam deixar a sua marca nas terras que vão gerindo, mesmo que essa marca seja um mamarracho sem sentido, mesmo que a obra seja inútil e dispendiosa?
Por que razão continuam a existir psicólogos, sociólogos e pedagogos que olham de lado para quem exige dos alunos esforço, trabalho e responsabilidade, preferindo antes nivelar por baixo, transformando a seriedade em palhaçada?
Que razões levam o Ministério da Educação a sobrecarregar os professores com burocracias e mais burocracias, nomeadamente na sua avaliação, diminuindo o tempo que estes deveriam dedicar ao crescimento e à aprendizagem dos seus alunos?
Para que existe uma autonomia do Ensino Superior com os contornos actuais, se ela é muitas vezes sinónima de abuso, de irregularidade, de ilegalidade e de impunidade?
Por que continuamos nós a ver licenciados e mestres no desemprego, quanto vemos tantos iletrados e/ou semi-analfabetos (alguns camuflados) a ocupar lugares que nunca deveriam pertencer-lhes?
Quanto tempo mais continuarão alguns a culpabilizar só aqueles que trabalham pela baixa produtividade da nossa economia, quando está provada a inépcia e ignorância de muitos e muitos empresários?
Por que continuam as autoridades policiais e judiciais a fechar os olhos perante alguns cidadãos que passam em velocidade de cruzeiro da mais negra penúria para a mais descarada riqueza, mesmo quando a medo se vai revelando a mola que produziu tão grande salto?
Por que continuam alguns juízes e magistrados do Ministério Público a vergar a sua coluna vertebral perante certos representantes (locais ou nacionais) do poder económico, político ou mediático?
Que interesses levam a gestão do país a querer mirrar aqueles que não podem escapar ao pagamento de impostos, quando não mexe uma palha para obrigar os que mais têm a entregar ao Estado aquilo que lhe é devido?
Para onde vão os donativos obrigatórios que muitas instituições de “solidariedade social” recebem, como resultado da discreta chantagem de que são vítimas tantas pessoas que não podem ter em casa os idosos da sua família? E em que bolsos estarão guardados os fundos indevidamente recebidos do Estado, à conta de falsas declarações e de utentes inventados?
Quanto tempo mais continuaremos a fazer estas e outras perguntas que nos inquietam e angustiam o viver quotidiano?

1 comentário:

Balança disse...

Tem sido referido com insistencia que certos blogs "contestatários" ou incómodos politicamente estão já debaixo de vigilancia aturada da parte de quem se calcula.
O intuito seria esmiuçar o que neles é colocado, para a seu tempo os sustentadores serem responsabilizados. Tal facto é arbitrário e anticonstitucional.
Caso este procedimento tenha foros de verdade, indica-se que os prejudicados com estes actos podem apresentar o caso aos sectores apropriados de qualquer país estrangeiro da União Europeia.