DOUTRINA CRISTÃ

segundo Agostinho da Silva





"Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe. Pode-se, sem blasfémia, considerar o aspecto imanente ou o aspecto transcendente de Deus; pode-se, sem blasfémia, falar não de Deus mas apenas do Universo, com Espírito e Matéria, formando um todo indissolúvel. A doutrina de Deus, tal como a pôs Cristo, permite considerar todas as religiões como boas embora em graus diferentes, todos os homens como religiosos. Não poderá, portanto, fazer-se em nome de Deus qualquer perseguição: todo o homem é livre para examinar e escolher; a maior ou menor capacidade de exame e o resultado da escolha serão, em qualquer caso, a expressão do que ele é e do máximo a que pode chegar segundo as suas capacidades."


(Esta e outras reflexões aqui.)

12 comentários:

IJM disse...

Isto que o velho diz é verdade. No entanto, muitos dos que se dizem seus partidários ou seus apreciadores dão hoje um claro apoio ao islamofascismo, que é o que lhes parece melhor colocado actualmente para destruir a democracia ocidental. Querem fazer do velho um intermediário e um suporte dos seus delírios panfleto-fascistóides.

RUY VENTURA disse...

Sim, o fundo da teoria de Agostinho é correcto - e por isso foi aqui transcrito. Há, no entanto, como afirma o anterior comentário, gente que se aproveita disto e de muito mais para justificar os terroristas islâmicos militares e sociais que não hesitam quando desejam destruir o próximo.

júlia meira disse...

Rui Ventura tem razão, assim como o comentador imj, por isso é que muitos que se dizem discípulos dele têm posições direitistas ou esquerdóides fanáticas, como dantes estiveram sempre muito próximo de Salazar. Querem servir-se das teorias do bom "velho" para justificar as suas atitudes de inimigos do pensamento verdadeiramente livre, assim como alguns se servem de Cristo para perpetrarem os seus actos abomináveis.

Anónimo disse...

Aos três anteriores comentadores:

Podem ser mais precisos? Referem-se a quem, em especial? A pessoas conhecidas, a pessoas vossas conhecidas, a pessoas com obra publicada? Faço-lhes a pergunta, porque tenho certa dificuldade em conceber que a obra do Professor Agostinho se preste, por qualquer forma, a dar cobertura ao que referem nos vossos comentários...

ijm disse...

Anónimo, vai levar no pacote, topas? Não tens cara para aparecer e vens aqui com perguntinhas pidescas? Olha e depois lava o dito, tá?

pedro martins disse...

Espero que o Ruy Ventura se demarque deste tipo de linguagem, empregado pelo comentador ijm, que não teve coragem para se identificar.

pedro martins disse...

Espero que o Ruy Ventura se demarque deste tipo de linguagem, empregado pelo comentador ijm, que não teve coragem para se identificar.

ijm disse...

Mas quem é este martins e o que é que tem de se estar a meter comigo?
Mas que mal lhe fiz eu?

Júlia Meira Santiago disse...

Sempre ensinei aos meus alunos que deviam ser sérios e não dizer mal dos outros e por maioria de razão não usarem de denuncias ou cartas anónimas.
O anónimo não deve ter sido meu aluno e a entender pela sua conversa deve ser um metediço com vontade de protagonismo.
Como a gente desta não se deve dar a mão, nem sequer o pé, fico-me por aqui com ele, aconselhando-o a ser homenzinho.

Filipe Pinto disse...

Este tipo martins é obviamente um pseudónimo do anónimo que veio aqui fazer perguntas capciosas.
Deve ser o mesmo ou os mesmos que gostam de vir aqui estragar a conversa.

RUY VENTURA disse...

Como sempre tenho afirmado por aqui, sendo esta caixa de comentário livre, cada um afirma o que entende. Repudiarei sempre quaisquer ataques que não visem ideias mas pessoas. Tal como repudiarei sempre quem, a coberto do anonimato ou de pseudónimos, vem a este lugar para vilipendiar cidadãos e não contrariar, com fundamento, as suas ideias.

RUY VENTURA disse...

Quanto às ideias de Agostinho, quantos não andam por aí a usar o princípio (discutível) de que todas as religiões têm o mesmo valor para afirmarem, na base de um relativismo inaceitável, que devemos "compreender" e, quiçá, "aceitar" os fundamentos islamitas de algum terrorismo?