FANATISMOS E COBARDIAS
(Oz & Reverte)


"Sentido de humor, a capacidade de imaginar o outro, a capacidade de reconhecer a capacidade peninsular que existe em cada um de nós, pode pelo menos constituir uma defesa parcial contra o gene fanático que todos temos dentro de nós." A proposta é de Amos Oz que, sem maniqueísmos, consegue manter-se, funâmbulo, na linha de fronteira entre a cegueira terrorista palestiniana e o entrincheiramento judeu.

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A entrevista de Arturo Pérez-Reverte ao Público de 20 de Abril é um raro documento de frontalidade e lucidez perante o nosso tempo. Nada a que não estejam habituados os leitores das suas crónicas poderosas, mas ainda assim esta entrevista é algo de assinalável no meio da cobardia politicamente correcta que está a dar cabo do Ocidente europeu. Quanto mais nos baixamos (nomeadamente perante o terrorismo de todas as proveniências, social e armado), mais o traseiro nos aparece... E é bom que pessoas como o romancista espanhol, ouvidas, digam que o rei vai nu.
"Merecíamos ser invadidos", afirma. É verdade! Mas sofreriam nessa altura os crápulas que, conscientemente, hoje tudo justificam? Duvido.

6 comentários:

l.c. da estrela disse...

Claro que não sofreriam! Colaborariam com os invasores (colaborarão, quero dizer, pois é inevitável que isso se dê e o ocidente já perdeu), pois agora já estão a colaborar.
Uma coisa só poderemos fazer de justo: prepararmo-nos e, quando a invasão se der, acabarmos com eles antes de resistirmos ao invasor. É preciso que eles saibam que não vão escapar com vida.

l.c. da estrela disse...

"Muçulmanos querem Península Ibérica «de volta»
2007/05/15 | 16:38
O apresentador de um programa infantil da televisão palestiniana, Al-aqsa, afirmou que a zona de Andaluz, actual Península Ibérica, e que foi outrora território dividido entre Portugal e Espanha, vai voltar um dia a estar sob o poder islâmico.

No vídeo do programa «Os Pioneiros de Amanhã», que foi exibido a 11 de Maio e está disponível no site do YouTube, o apresentador refere que o domínio islâmico, através da vontade de Allah, promove o bem, o amor e a justiça, ao acrescentar que judeus e cristãos «nunca tiveram uma vida» como a que experimentaram na época em que estavam sob influência islâmica.

Ao mencionar a zona de Andaluz, que foi um território conquistado e controlado politicamente por árabes e muçulmanos no século VIII até ter sido reconquistada pelos cristãos, o apresentador recorda que «esta querida terra vai voltar para nós um dia».

O apresentador acrescenta, ainda, que no mesmo período histórico, os cristãos nunca viram as suas igrejas e mosteiros «tão seguros».

No mesmo programa, Farfur, um dos apresentadores que se apresenta sempre vestido de sósia de rato Mickey, é apanhado a copiar na escola primária e explica ao professor que não pode estudar porque os judeus destruíram a sua casa e roubaram-lhe os livros.

No final do programa, a jovem Saraa que partilha a apresentação do programa lança ainda uma mensagem aos telespectadores, compostos maioritariamente por crianças e jovens, na qual ressalva que estes devem ajudar a «recuperar» a «glória» da civilização islâmica.

Rato Mickey contra Israel

Numa transmissão anterior de «Os Heróis de Amanhã», que gerou polémica no mundo árabe, o sósia de rato Mickey apelava explicitamente para a resistência violenta contra Israel e os EUA, reforçando sempre a ideia de que a supremacia islâmica «há-de vencer».

«Devem rezar na mesquita cinco vezes por dia até que haja uma liderança mundial de origem islâmica», aconselhava o clone da conhecida personagem da Disney aos seus pequenos espectadores.

(Dos jornais e da Net)

Benoliel disse...

Gabo a paciencia de lc da estrela em se dar a este trabalho. Você pensa que os da quinta-coluna que lêem este blog e por vezes comentam se querem esclarecer? Pode esperar sentado...
Eles gostam do Osama como dantes gostavam do Stalin, porque lhe faz o trabalho, percebe?
Quando falam nas crianças mortas em ataques, bem se importam com as crianças, estão-se bem nas tintas,cagam nas crianças, já reparou que nunca se manifestam quando as crianças morrem em ataques bombistas dos iraquis? Dizem aquilo só para chatear os judeus e para fazerem propaganda anti-semita, mais nada.
Deixe os árabes cá entrarem como chefes e vai vê-los, esses vígaros, tirar a máscara de pacifistas e boas pessoas. Fosga-se!

Mafra disse...

Concordo com o benoliel. Na verdade, basta um tipo ser comunista e é potencialmente um aliado dos islamitas terroristas. Não foi o chefe deles o Álvaro Cunhal que disse que haviam de acabar com os "burgueses"? Brincamos? Eles apoiam agora os mouros como dantes apoiavam os russos, é só. Vigilancia e cuidado nunca são demais.

Tadem disse...

Não concordo com o Mafra num ponto, acho que uma pessoa pode ser comunista e não ser pró-terrorista. Eu sou comunista e sou contra os fascistas islâmicos, por exemplo. Agora numa coisa concordo, certos "camaradas" que por aí andam e se calhar não são comunistas, é o que é, e dão para o lado do bin Laden porque têm dentro o antiamericanismo primário. Agora também concordo que é mais fácil um comunista do género Cunhal, que detestava renovadores, ser a favor dos terroristas, do que outro por exemplo socialista e isso deve de ser porque na URSS houve o que houve. E mais, se os muçulmanos dominassem o mundo os comunistas eram os primeiros a marchar. Não duvidem.

Mafra disse...

A marchar ao lado deles, não?
Vai dar uma curva, certo?