Apontamentos estivais

UM INDIVÍDUO


Um indivíduo – com razoável protecção política e visibilidade num concelho do norte alentejano – conseguiu, pelo que disseram os jornais, andar 30 anos a leccionar sem qualquer curso, chegando ao cargo de director de uma escola. Descobriu-se agora. Longe de ser um caso isolado, é um bom indicador do ambiente geral desta região e, também, do país – onde só se condenam os ladrões que são apanhados e os vigaristas que não chegam a chicos-espertos, onde se verga a espinha ao poder por leviandade ou por medo, seja ele político, judicial, económico ou social.

11 comentários:

amélia disse...

Todos os órgãos de informação revelaram o nome do indivíduo em causa.
Acho bem que não personalize, mas este tipo de gente tira vantagem do facto de ser sempre protegida pela educação de quem os critica.
E não merecem isso.
Este senhor chama-se Raposo e se conseguiu chegar tão alto isso deveu-se ao estado em que está o partido em que teve a habilidade de se inserir, o PSD.
E isso é muito significativo do ambiente que ali existe.

Luis Eme disse...

Somos um país incrível... é a única explicação para todas estas histórias do arco da velha, em que meio mundo tenta enganar a outra metade...

Ruy Ventura disse...

Não particularizei apesar de conhecer os dados, pois o meu objectivo foi apresentá-lo como arquétipo da sociedade em que vivemos.

Filipão disse...

Não é por nada, mas este Milheiro parece-me um caso sério de distorção da realidade. Senão, veja-se: fala-se num aldrabão, bem real, bem localizado, e a conclusão que este sujeito tira é: somos um povo incrível.
Ou seja, somos todos culpados.
Este gaijo é como o tal rei sueco, que ao dizerem-lhe que uma ponte caíra por causa do gelo, disse logo:"A Suécia está perdida!".
É como aqueles que ao haver fogos desatam a tentar dizer que a culpa é da sociedade.
É uma forma de esbater a responsabilidade individual, moralismo de trazer pela escada.

Luis Eme disse...

As pessoas quando querem deturpar que dissemos, além de utilizarem vários heterónimos, demonstram que nem sequer sabem ler.
Oh Filipão (belo nome...), ao inventar uma série de estórias, que chegaram ao Rei da Súécia, e o levam adizer, que pela minha perspectiva, somos todos culpados.
Poderia quanto muito dizer que eu falo de meio mundo que tenta enganar a outra metade e não de "todos".
Saber ouvir e saber ler... são grande virtudes!

Filipão disse...

Virtudes? Eu acho que é um dom, no estilo das fadas.Só pode.
Ao falar em heterónimos(?) o Milheiro não estará a ficar com o "síndroma de Fernando Pessoa"?
Ou, vá lá, só meio síndroma?
Bem se vê que é sportinguista.

Luis Eme disse...

Pois é Filipão, você e os seus "heterónimos", não acertam uma...
Nem comunista, nem sportinguista.
Gostava de saber como é que conseguem chegar a estas "brilhantes" conclusões. Só podem ter uma sociedade com algum adivinho manhoso.

jcfrancisco disse...

Meu Caro Luís Milheiro: Não perca tempo com alguém que nem consegue ler no sentido total da palavra. Essa do sportinguismo é de bradar aos céus pois ignora a fotografia do Zé Águas com a taça dos campeões europeus. Na minha terra diz-se com graça quando uma coisa não tem valor: isso vale menos que o peido dum cigano...

zédoporto disse...

Ao falar assim sobre o peido dum cigano, o tipo que faz este comentário mostra que é racista.
Ou então um simples inconsciente, cujo clubismo é do mesmo género.

Lagartão disse...

Racista porquê? Eu acho que até tem piada e ele fez bem em mostrar a rasquice que a seu ver é um cigano ou preferias que ele dissesse um peido dum portista?

Anónimo disse...

Acho lamentável o nível destes comentários, incluindo o de JCFrancisco. Dar aquela justificação para uma coisa sem valor é levar as coisas demasiado longe, espero que tenha sido uma gáfe e não o seu verdadeiro pensamento.
Seja como fôr é de lamentar que a paixão futebolística cegue assim as pessoas.