Os Bichos à solta…

Já estão em liberdade – ou seja, editados – os Bichos do nosso confrade brasileiro Renato Suttana.
Estes bichos inteiramente em espécie protegida – quer dizer, saídos da pena inspirada do autor de O livro da noite – são fruto duma colaboração entre ele e Nicolau Saião, que tomou conta dos perfis de todos eles, da galinha ao porquinho da índia passando pelo leopardo, o besouro e outros mais, em número de 30 numa sequência não só zoológica como plástica a preto e branco mediante a técnica do desenho a computador.

4 comentários:

Joaquim Saial disse...

UMA COISA É CERTA!
ALIÁS, DUAS COISAS SÃO CERTAS!

Primeira coisa: o Ruy (e o Saião), esses dois malandrins escreventes contumazes, deram uma de forretas. Bolas, que grandes forretas… Toca de pintar no asfalto da estrada do Alicerce uma bela capa, sobretudo com um belo desenho, lançar para o éter um confrade tropical em acção e nada de meterem um "poeminha do cara, aí para esse povão saber o que se tá fazendo do lado de lá do Equador com uma ajuda do portuga de Portalegre". Já sei, já sei, não houve tempo, etc. e tal. Mas então abre-se o apetite ao pessoal e depois nada de suttanar?

Segunda coisa: o pior é que há sempre um calipolense escondido em cada esquina da Estrada do Alicerce, pronto a entrar em cena, que não perdoa e ataca logo que a ocasião é propícia. Pumba! Pimba! Catrapuz! Nem mais! Vai daí, o insurrecto resolve entrar no jardim zoológico suttano-saónico e libertar um dos bicharocos. Qual deles? O das ferroadas. A abelhinha. Sim, a abelhinha amarela. A dos loopings. A dos voos picados. A fazedora de mel. Zzzzzzzzzzz, zzzzzzz, essa mesma. E mais! O dito cujo, que neste momento nada, completamente mergulhado, nas provas da revista Callipole, de Vila Viçosa (que sairá nos finais deste mês), avança que nas suas natações deu de caras com o Suttana, ele próprio. Yes, sir! Suttana, tem em Callipole uma abelha, um porco, uma águia, uma serpente e um porco-espinho. Então, nesse caso, ela aí vai, a dita abelhinha, a voar pelos chips de todo o mundo, pica neste PC, salta para aquele portátil, entra naquela pen-drive, espeta-se naquele vírus, suga aquele monitor, Zzzzzz, Zzzzzz, Zzzzzzz, sempre a aviar…

A Abelha

Inutilmente procuraremos
nela
uma lição:

a abelha
(seu olhar seco –
seu zumbido

é só um deserto medido,
alado,
à luz do dia).
Quem explica uma abelha
senão
pela mistura

de mel e ferrão?

Ao Suttana, os agradecimentos calipolenses
Ao Ruy e ao Saião: tomem lá esta que é para aprenderem.
E, já agora, um abraço aos três,
do Joaquim Saial Zzzzz, Zzzzz.

Renato Suttana disse...

A coitadinha nem aprendeu a voar direito e já querem que ela percorra o mundo?

Mas aguarde, meu caro Saial, que você logo verá os bichos todos.

E toque essa Callipole, que estamos mais que ansiosos para vê-la.

Vai o abraço firme, do

Renato Suttana

Joaquim Saial disse...

A todos os apicultores da Estrada do Alicerce se faz saber que quem forneceu a abelha e restante fauna suttanica a Callipole foi o Ruy Ventura. Com os loopings do insecto, a confusão foi tanta que essa referência ficou esquecida. Mas ainda vamos a tempo!
Quanto ao simpático texto do "pai" da abelha, o obrigado sincero e a amizade alentejana deste lado do Atlântico.

Ruy Ventura disse...

Relembro que já este blog já publicou um dos poemas incluídos neste livro de Renato Suttana, acompanhado por um dos desenhos de Nicolau Saião. A seu tempo, publicaremos mais.